sexta-feira, 22 de março de 2013

GRACINHAS DO ENEM...


Após miojo, Inep quer anulação de redações com gracinhas no Enem



Karina Yamamoto
Do UOL, em São Paulo
21/03/201312h05 > Atualizada 21/03/201312h33

Gracinhas como receita de miojo ou trecho do hino do time do coração na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) podem virar motivo de anulação da redação.

Essa é uma das propostas de aprimoramento do sistema que serão levadas pelo presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, à comissão que elabora o edital do próximo exame. O Inep é a autarquia federal responsável pela prova, que seleciona estudantes para instituições federais de ensino superior e serve para a certificação do ensino médio.

Nesta semana, duas redações ficaram famosas por esse tipo de gracinha -- um estudante inseriu o modo de fazer miojo e outro, o hino do Palmeiras na redação no Enem 2012.


Inserção indevida

Segundo o Inep, das mais de 4 milhões de redações corrigidas, apenas 300 apresentaram "inserções indevidas" -- ou seja, tinham um trecho sem conexão alguma com o restante do texto.  
"Temos que separar o joio do trigo", afirmou Luiz Cláudio Costa ao UOL. Ele disse que vai levar a proposta à comissão que elabora o edital do Enem. "Em respeito ao participante sério. Se esses alunos quiseram testar o sistema, precisamos ser ainda mais rigorosos."
Atualmente, esse tipo de deslize é "altamente penalizado", mas não elimina o inscrito, não leva nota zero. 
Segundo o presidente do Inep, o Enem é "um processo em aprimoramento" e, por isso, críticas à correção são bem-vindas e ajudam a enriquecer o debate técnico. O exame foi criado 1998 para diagnosticar a qualidade do ensino médio. A partir de 2009, passou a ser usado por instituições federais como prova de vestibular.

Novo patamar para 1.000

Uma nova discussão que pode ser levantada após a polêmica dos erros graves em redações com nota máxima é sobre como seriam os textos nota 1.000. O Jornal O Globo mostrou exemplos com erros de ortografia como "trousse" (em vez de trouxe) e "rasoável" (em vez de razoável).
Há uma corrente que defende a coerência do texto e articulações das ideias como prevalente sobre deslizes de ortografia e de gramática. Outro grupo considera que a nota máxima deva considerar a perfeição na grafia e na concordância.
"Acho a redação importante, pois o cidadão deve saber articular suas ideias em um texto e apresentar soluções aos problemas", diz Luiz Cláudio Costa. Não há intenção alguma de o Inep retirar a redação da avaliação.

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