quarta-feira, 18 de outubro de 2017

CARTILHA DE REDAÇÃO DO ENEM

MEC DIVULGA CARTILHA COM INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO DO ENEM 2017
Cartilha do Participante – Redação no Enem 2017 já está disponível para download. As regras para a redação não foram alteradas em relação ao ano passado, mas o manual deste ano foi aprimorado para tornar a metodologia de avaliação da redação mais transparente, segundo o Inep. Também está mais evidente o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas.

– Baixe a Cartilha para a Redação do Enem 2017

O manual divulgado nesta segunda (16) detalha todas as competências avaliadas e explica quais critérios serão utilizados nas correções dos textos. O guia também traz oito redações que obtiveram pontuação máxima no Enem 2016, com comentários.
Neste ano, a prova do Enem será realizada em dois domingos. A redação será no primeiro, no dia 5 de novembro, junto com as provas de linguagens, códigos e ciências humanas. No dia 12 de novembro será a vez das provas de ciências da natureza e matemática. O exame será aplicado em 1.724 municípios, para 6.731.203 inscritos.

Redação do Enem

enem-redacao: –© Reprodução –
A prova de redação exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deve apresentar uma proposta de solução para o problema proposto, a chamada intervenção, respeitando os direitos humanos. Também deve ser apresentada uma referência textual sobre o tema.
O participante deverá defender uma tese, ou seja, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.

Como a redação será corrigida

O texto produzido na redação do Enem é corrigido por pelo menos dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa; compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a mil pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
A redação receberá nota zero se apresentar características como fuga total ao tema, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, cópia integral de textos motivadores da proposta, impropérios, desrespeito aos direitos humanos e se a folha de redação for entregue em branco.
O título é elemento opcional na produção da redação e será considerado como linha escrita. Porém, o título não será avaliado em nenhum aspecto relacionado às competências da matriz de referência.

Libras

A cartilha do Inep também foi divulgada na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, são 26 vídeos, com todo o conteúdo da cartilha tradicional, disponível no perfil do Inep no YouTube.
Neste ano, pela primeira vez o Enem poderá ser feito por meio de videoprova traduzida em Libras.
(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/enem/mec-divulga-cartilha-com-instru%C3%A7%C3%B5es-para-a-reda%C3%A7%C3%A3o-do-enem-2017/ar-AAtB6UK?li=AAggXC1)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

REPORTAGEM DO G1 SOBRE TEMAS DE REDAÇÃO PARA O ENEM

Redação no Enem: veja 14 temas que professores apostam que podem cair na prova
Redação será no 1º dia de provas, em 5 de novembro. Homofobia, trabalho e lixo estão entre os assuntos que podem inspirar temas, segundo os professores.


Por Vanessa Fajardo, G1
11/10/2017 07h01  Atualizado 11/10/2017 18h23

Professores de quatro cursinhos ouvidos pelo G1listaram 14 assuntos que, segundo eles, estão entre os possíveis temas de redação do Enem 2017 (Exame Nacional do Ensino Médio), que será aplicada no primeiro dia do exame, em 5 de novembro.

Tradicionalmente os temas da redação envolvem problemas brasileiros, sempre com um viés humanista, que exigem uma proposta de intervenção. O tema sempre vem acompanhado de textos ou imagens motivadoras para inspirar os candidatos.
Veja as apostas:

1. Ativismo nas redes sociais
As redes sociais cada vez mais estão sendo usadas para expressar opiniões e promover debates. Alana Vivas, consultora pedagógica do Sistema Ari de Sá (SAS), acredita que este ativismo nas redes, o “ciberativismo”, pode inspirar temas de redação.
“O aluno pode discutir a importância do ciberativismo como instrumento de manifestação popular, visto que esse meio dá voz à população, mas pode comentar inclusive sobre os cuidados que as pessoas devem tomar em relação às suas atitudes nas redes, como o compartilhamento de notícias falsas e especulações, vindas de fontes não seguras”, diz Alana.

2. Ciberbullying e outros crimes virtuais
Alana Vivas e André Valente, professor do Cursinho da Poli, lembram que o tema norteou muitas discussões deste ano. Bons exemplos são a série “13 Reasons Why”, da Netflix, que foi febre entre os jovens e retratou o ciberbullying e a depressão, além do fenômeno Baleia Azul, um “jogo virtual” que incentivava a automutilação e o suicídio.
“O aluno, ao se deparar com um tema como esse, pode argumentar que a escola e a família possuem papéis distintos mas complementares no processo de conscientização acerca do ciberbullying e dos crimes virtuais, além de sugerir que o aumento da depressão entre os jovens seja tratado pelo ministério da saúde como um problema de saúde pública”, afirma Alana.

3. Desafios da mobilidade urbana
A mobilidade urbana é um desafio nas principais cidades do Brasil. Alana afirma que o crescimento da população nos principais polos urbanos somado à precariedade dos serviços de transporte público geram trânsito intenso, além de acidentes e problemas ambientais.
“Todo esse contexto torna esse tema bastante atual e propício a propostas de intervenção no momento da redação. O aluno, ao se deparar com ele, pode contextualizar a situação nas grandes cidades, usando como exemplo o descontentamento social e o surgimento de transportes alternativos, como os aplicativos de mobilidade”, afirma Alana.

4. Envelhecimento da população
Vinicius Beltrão, do Sistema Ari de Sá, reforça que a população brasileira tem passado nos últimos 70 anos por uma inversão em sua pirâmide etária, e este fenômeno tem consequências.
“Atualmente somos considerados um país adulto, e a estimativa é que até 2050 passemos à categoria idoso. Mudanças socioeconômicas, avanços tecnológicos, processo de urbanização e políticas públicas mais consistentes garantiram expressiva melhoria na qualidade de vida do brasileiro”, afirma.
O consultor lembra que o país conta com mais aposentados do que contribuintes, o que deu precedente à reforma da previdência proposta pelo atual governo.

5. Família no século 21
Outra aposta de Beltrão é baseada na transformação do conceito de família desde o século passado. “A família nuclear composta por pai e mãe, hoje divide espaço com mães que optam pela produção independente, casais homoafetivos, crianças que são criadas por avós, casais demasiado jovens, entre outros”, afirma.
Beltrão diz que esta pode ser uma aposta de tema porque apesar dos direitos conquistados por casais homoafetivos, há quem ainda se choca com essa nova concepção familiar, como grupos religiosos que defendem a família tradicional e políticos conservadores que tentam aprovar projetos de lei que representam retrocessos nas conquistas sociais alcançadas.

6. Força da juventude
Daniel Perez, professor do Cursinho Maximize, acredita que temas ligados à juventude podem aparecer. O professor lembra que a força da juventude e a importância dos jovens para a sociedade são assuntos que nunca foram abordados, são fortes e por isso têm potencial para cair este ano.

7. Homofobia e criminalização no Brasil
Outra aposta da professora Alana são assuntos ligados à homofobia, tendo em vista que questões relacionadas aos direitos humanos são abordadas na prova. “A proposta envolvendo a criminalização da homofobia, que não foi homologada pelo Senado até então, traz à tona esse assunto, além de que as recentes discussões a respeito da liminar que autoriza psicólogos a oferecerem tratamentos de reversão sexual, a chamada ‘cura gay’.”
O professor André Valente também aposta em temas ligados à diversidade sexual, pois o assunto voltou à tona, inclusive sendo tratado na novela “A Força do Querer”, da TV Globo, que tem um personagem transexual.

8. Jovens e drogas
Simone Motta, coordenadora de português do Etapa, acha que um assunto provável é o consumo de álcool e drogas entre adolescentes. O tema pode ser abordado sob a ótica da saúde pública e o impacto desse consumo cada vez mais precoce à saúde.

9. Onda anti-vacinação
Outra hipótese de Simone é a “onda” anti-vacinação na qual muitas famílias embarcaram. Ela é justificada pela disseminação de mitos, ou até mesmo crenças pessoais que fazem com que muitas pessoas optem por não imunizarem seus filhos. “Isso gera uma preocupação muito grande por parte do governo porque muitas doenças já erradicadas, correm o risco de voltar a aparecer.”

10. Lixo e meio ambiente
Meio ambiente é um tema “amigo” do Enem. Para Simone, ele pode cair na redação do ponto de vista da criação de soluções ecologicamente corretas, como fonte de energias alternativas, como eólica e solar. Ainda dentro desta temática, ela lembra a questão da produção e descarte correto do lixo, principalmente o digital. Como fazer o descarte correto dos eletrônicos, por exemplo?

11. Pessoas com deficiência
André Valente, professor do Cursinho da Poli, lembra a tendência do Enem de tratar assuntos relacionados às minorias, por isso ele acha que as pessoas com deficiência pode inspirar o tema deste ano.
“Em 2015 tivemos violência contra a mulher, e em 2016, intolerância religiosa e o racismo. Um tema sobre pessoas com deficiência possui muita relevância social e pode se abordamos do ponto de vista da acessibilidade, da inclusão no mercado de trabalho e da inserção em variados âmbitos da sociedade civil.”

12. Poder transformador do trabalho
Daniel Perez acredita que a redação vai manter a linha de abordar um problema social brasileiro. Uma de suas apostas é o "trabalho e seu poder transformador", assim como questões ligadas ao empreendedorismo relacionadas à criatividade do povo brasileiro.

13. Saúde e o SUS
Perez aposta, ainda, que a saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) podem inspirar temas. Ele lembra que o sistema em si tem falhas, mas ele pode ser cobrado do ponto de vista positivo. Perez cita como exemplo o fato de o Brasil ser modelo mundial em campanhas de vacinação e controle do vírus HIV.

14. Sistema prisional brasileiro
Ainda entre as apostas da professora Alana estão os temas ligados à superlotação dos presídios e às condições dos detentos, que apresentam bastante espaço para propostas de intervenção. “O estudante pode sugerir que haja uma melhoria na estrutura e na inspeção dos locais, diminuindo a precariedade, levando condições de vida dignas às pessoas e controlando efetivamente o que ocorre dentro dos presídios”, diz.
Além disso, segundo Alana, outra intervenção seria a de implementar projetos de educação e recolocação do indivíduo na sociedade. “Visto que a falta dessas ações fazem com que o preso, após cumprir a pena, tenha uma grande chance de voltar ao cárcere por não possuir perspectivas de ressocialização.”

(Fonte: https://g1.globo.com/educacao/enem/2017/noticia/redacao-no-enem-veja-14-temas-que-professores-apostam-que-podem-cair-na-prova.ghtml)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SAINDO DO FORNO MAIS UM TEMA...

Internação compulsória de dependentes de crack
·          Antonio Carlos Olivieri, da Página 3 Pedagogia & Comunicação 01/06/201705h00

Manifestação de moradores e comerciantes da região da Luz, em São Paulo, contra as ações promovidas pela Prefeitura e o Governo do Estado, na cracolândia.

Recentemente, a chamada cracolândia da capital paulista tornou-se notícia em todo o país, devido a uma ação policial, que, visando reprimir o tráfico de drogas, resultou em muita polêmica e numa disputa entre o município e o Ministério Público. A prefeitura de São Paulo pediu autorização à Justiça para poder internar compulsoriamente os dependentes químicos do crack em instituições onde receberiam tratamento. Contrário à medida, o MP reagiu e o processo judicial continua. De qualquer modo, a questão da internação obrigatória divide os especialistas em dependência química de entorpecentes. Há argumentos a favor, mas também contrários ao método, como você pode ver pelos textos da coletânea desta proposta de redação.

Baseado neles e nos seus próprios conhecimentos, o que você pensa sobre a internação compulsória para tratar dependentes de drogas? Redija uma dissertação argumentativa sobre o assunto.

A favor, a contragosto
A contragosto, sou daqueles a favor da internação compulsória dos dependentes de crack. (...) No crack, como em outras drogas inaladas, a absorção no interior dos alvéolos pulmonares é muito rápida: do cachimbo ao cérebro, a cocaína tragada leva seis a dez segundos. Essa ação quase instantânea provoca uma onda de prazer avassalador, mas de curta duração, combinação de características que aprisiona o usuário nas garras do traficante.
Quebrar essa sequência perversa de eventos neuroquímicos não é tão difícil: basta manter o usuário longe da droga, dos locais em que ele a consumia e do contato com pessoas sob o efeito dela. (...) Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir, em sã consciência, o melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo automatizado sem outro desejo senão o de conseguir mais uma pedra. Dr. Drauzio Varella (https://drauziovarella.com.br)

Negativa, de maneira geral
Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira (professor da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo), a internação forçada é negativa, de maneira geral. Ela se justifica apenas em aproximadamente 5% dos casos, quando o dependente de crack também apresenta um problema mental grave. Segundo ele, o tratamento de usuários de drogas mais efetivo é voluntário e envolve visitas regulares a clínicas e centros especializados. Segundo ele, há situações específicas, do ponto de vista médico, nas quais se justifica a internação involuntária. Isso acontece quando o paciente apresenta psicose (delírios de perseguição e alucinações) ou risco iminente de suicídio. (BBC Brasil)

Desserviço à saúde pública
Isabel Coelho, juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e Maria Helena Barros de Oliveira, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, defendem que a internação compulsória é um desserviço à saúde pública. Em um artigo de 2014, elas argumentam que, "partindo-se da premissa que os dependentes químicos não são doentes mentais, a internação compulsória, além de ser agressiva e uma forma de tratamento ineficaz, constitui um modo de eliminação dos indesejados, constituindo-se em prática higienista violadora de direitos humanos". (Nexo Jornal)

Ato de solidariedade
Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, internar de forma compulsória moradores de rua extremamente dependentes de crack é um "ato de solidariedade". Segundo ele, a maioria das pessoas que chegam contra sua vontade em clínicas de tratamento acabam aderindo voluntariamente ao tratamento após os primeiros dias de internação. Laranjeira também é professor da Unifesp. Ele se diz favorável à facilitação das internações compulsórias em casos extremos, desde que acompanhada de uma linha especial de cuidados ao paciente após sua desintoxicação inicial. (BBC Brasil)

Observações:
Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

OUTRO TEMA PARA TREINAR PARA O ENEM!

Proposta de redação: Justiça com as próprias mãos no Brasil

access_time2 out 2017, 15h19

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A prática da justiça com as próprias mãos no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Sabe a diferença?
Legítima defesa: entende-se como legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem (Art.25, Código Penal)

Justiça com as próprias mãos: é crime fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite. Pena: detenção de 15 dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência (Art. 345, Código Penal)

TEXTO II
Não é a primeira vez que ondas de ódio popular manifestam-se através da 9famosa justiça com as próprias mãos. Se não temos um Estado forte, punível, justo, célere e capaz de usar a jurisdição para resolver todos os conflitos como a sociedade deseja, por que não dar à sociedade o direito de resolver os seus problemas sem o dedo do Estado? Simples, porque isso nos remete ao estágio dos primórdios humanos onde o famoso olho por olho e dente por dente era muito mais importante e eficaz que os 250 Artigos da Constituição e os 97 da ADCT. Mas afinal, por que isso é preocupante? Diferentemente da justiça aplicada pelo Estado, a “justiça” aplicada pelo povo diretamente não comporta princípios e leis que são responsáveis por toda a evolução jurídica e social até o presente momento. Essa autotutela popular é perigosa porque princípio nenhum é capaz de parar o sangue na garganta de um pai que acabou de ver seu filho ser morto, sua mulher e filha ser estuprada, seu carro comprado com todo o esforço dividido em milhões de prestações ser levado por um irresponsável que quer que tudo venha fácil pra si. E não é pra ser diferente. (Disponível em: https://jus.jusbrasil.com.br/artigos/116592121/justica-com-as-proprias-maos-ate-onde-e-justa Acesso em 11 agosto 2017)

TEXTO III
(Felipe Attie/Divulgação)

TEXTO IV

(Armandinho/Divulgação)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

SEU SUCESSO DEPENDE DO TREINO! MAIS UM TEMA:

Cultura do estupro no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema: “Cultura do estupro no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
O que é a cultura do estupro?
O termo foi cunhado na década de 70 por feministas americanas e, de acordo com o Centro das Mulheres da Universidade Marshall, nos Estados Unidos, é utilizado para descrever um ambiente no qual o estupro é predominante e no qual a violência sexual contra as mulheres é normalizada na mídia e na cultura popular.
Ao disseminar termos que denigrem as mulheres, permitir a objetificação dos corpos delas e glamourizar a violência sexual, a cultura do estupro passa adiante a mensagem de que a mulher não é um ser humano, e sim uma coisa. "Vivemos em uma sociedade patriarcal que considera que nós mulheres somos ou sujeitos de segunda categoria, ou em alguns casos, que não somos sujeitos e podemos ser utilizadas ou destruídas", explica Izabel Solyszko, que é professora, assistente social e doutoranda em Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
(Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/06/6-coisas-que-voce-precisa-entender-sobre-cultura-do-estupro.html - Acesso em: 18 ago. 2017).

Texto II
Quando se fala em estupro, há um imaginário comum por trás dessa ação que é quase cinematográfico. É mais fácil imaginar que os praticantes desse crime são monstros, pessoas mentalmente desequilibradas, pessoas que já estão marginalizadas pela sociedade e que nem possuem tanta noção do que estão fazendo.
Infelizmente, a realidade está distante do que aparece nos filmes. Segundo dados levantados numa nota técnica do IPEA em 2014, mais de 50% dos estupros sofridos por crianças e adolescentes foram praticados por pessoas conhecidas, como pais, padrastos, namorados e amigos. Em adultos, os estupros praticados por conhecidos são quase 40% dos casos.
O estupro configura-se num crime contra a liberdade sexual. Popularmente, as pessoas entendem o estupro como um ato sexual não consensual. Essa interpretação é equivocada porque no próprio Código Penal o conceito de estupro é mais amplo. Ele é classificado como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso” (Art. 213 da Lei Nº 12.015/2009). “Ato libidinoso” refere-se a qualquer ação que tem como objetivo a satisfação sexual. Ou seja, não tem a ver somente com o ato sexual em si.(Disponível em: http://www.politize.com.br/atualidades/como-assim-cultura-do-estupro/ - Acesso em: 18 ago. 2017).

Texto III
Encerrando o Mês da Mulher, o Ipea realizou nesta quinta-feira, 27, um seminário em Brasília para apresentação de estudos que tratam da violência contra o sexo feminino. Além de uma edição do Sistema de Indicadores de Percepção Social, foi apresentada a Nota Técnica Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde. É a primeira pesquisa a traçar um perfil dos casos de estupro no Brasil a partir de informações de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan).

Com base nesse sistema, a pesquisa estima que no mínimo 527 mil pessoas são estupradas por ano no Brasil e que, desses casos, apenas 10% chegam ao conhecimento da polícia. A Nota Técnica é assinada pelo diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, Daniel Cerqueira, que fez a apresentação, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa, Danilo Santa Cruz Coelho.
Os registros do Sinan demonstram que 89% das vítimas são do sexo feminino e possuem, em geral, baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. “As consequências, em termos psicológicos, para esses garotos e garotas são devastadoras, uma vez que o processo de formação da autoestima - que se dá exatamente nessa fase - estará comprometido, ocasionando inúmeras vicissitudes nos relacionamentos sociais desses indivíduos”, aponta a pesquisa.
(Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id =21849 - Acesso em: 18 ago. 2017).

sábado, 30 de setembro de 2017

OUTRO TEMA POSSÍVEL PARA O ENEM 2017

PROPOSTA: Como enfrentar o dilema da nomofobia no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: Como enfrentar o dilema da nomofobia no Brasil. Apresente proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I


Texto II
“Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.” (Simone de Beauvoir)

Texto III

31/10/12 07:00 Atualizado em16/09/15 10:24

Nomofobia: doença provoca dependência do celular. Aprenda a perceber os sintomas

Quantas vezes você já se pegou checando e-mails pelo celular no horário do almoço? Ou verificando, a cada cinco minutos, se chegou uma nova mensagem de texto? Se você se identifica com as situações acima, cuidado: esses podem
ser sinais da nomofobia — síndrome em que o paciente fica dependente do telefone ou da internet.
— Aquela pessoa que usa muito o celular por causa do trabalho, ou por algum outro motivo, não necessariamente tem a doença. Mas se o esquecimento do aparelho em casa já é suficiente para gerar um sofrimento, é preciso procurar ajuda — explica a pesquisadora do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Anna Lucia Spear King.
A PhD em Saúde Mental estudou o tema em sua tese de doutorado. No estudo, 34% dos entrevistados sem problemas psicológicos afirmaram ter alto grau de ansiedade sem o telefone por perto. E 54% disseram ter "pavor" de passar mal
na rua sem o celular.
— A nomofobia não costuma aparecer sozinha. Em geral, está associada aos transtornos de ansiedade, que podem ser síndrome do pânico, transtorno bipolar, estresse pós-traumático, entre outros. Tratando essas doenças com remédios e terapia, a nomofobia também desaparece.
(...)

Vício Global
Uma pesquisa feita pela revista "Time" e pela Qualcomm, em diversos países, mostrou que o uso do celular está cada vez mais intenso. Dos cinco mil participantes, 79% disseram que se sentem mal sem o telefone. No Brasil, 58%
afirmaram que usam o celular a cada 30 minutos e 35% a cada dez minutos.(Fonte: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/nomofobia-doenca-provoca-dependencia-do-celular-aprenda-perceber-os-sintomas-6593799.html)


Texto IV

terça-feira, 26 de setembro de 2017

GUIA DO ESTUDANTE DIZ:


Professores indicam temas para a redação do Enem 2017

Meio ambiente e fake news estão entre as apostas dos professores

Por Paulo Montoia

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das coisas aguardadas com mais ansiedade pelos vestibulandos. Não há como adivinhar qual será o de 2017, mas pedimos a coordenadores de diferentes cursinhos que dessem sugestões de temas aos quais vale a pena ficar de olho.
Embora as apostas tenham variado, quase todas tinham algo em comum: tratam de questões sociais, seguindo o que seria uma tendência observada nos dois temas das provas de 2016, a intolerância religiosa e a racial. 

Cyber bullying (Highwaystarz-Photography)
Educação: Bullying – O assunto ficou em destaque com a série 13 Reasons why, exibida na Netflix, sobre uma garota que comete suicídio porque, entre outros motivos, sofreu bullying na escola. Como outros temas da prova, este também recebeu lei específica e recente do governo federal (lei 13.185/2015). “Seria uma forma leve de abordar um tema de educação, área que nunca foi abordada na prova, e que está na pauta do dia do país junto com outros fatos de impacto político e social”, diz Thiago Braga, professor e coordenador de redação do Colégio e Cursinho pH, do Rio de Janeiro.
Internet: Notícias falsas – As notícias falsas (fake news) ganharam maior destaque após influenciarem importantes fatos políticos, como a acirrada vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, e o resultado do plebiscito Brexit, que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia, ambos fatos marcados por inúmeras notícias falsas divulgadas na internet. O mesmo já ocorrera no Brasil nas eleições de 2014. A disseminação dessas notícias levou os gigantes Google e Facebook a adotar medidas de controle do que é veiculado. A aposta é de Ana Paula Dibbern, professora de Português e Redação do Cursinho Maximize, em São Paulo.
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Tecnologia e sociedade: Tecnovícios – a relação viciante que os brasileiros experimentam no uso de telefones celulares multimídia. O uso intenso de smartphones envolve inúmeros aspectos, como na família, em educação, na saúde e no trânsito, entre outros. A dica é do professor Sérgio de Lima Paganim, Supervisor de Português do Curso Anglo, em São Paulo.
Saúde: Obesidade – Ela está em crescimento no país. Segundo a última pesquisa por amostragem, feita por telefone pelo Ministério da Saúde, nos últimos dez anos a obesidade subiu de 11,8% das pessoas consultadas para 18,9%. Mais da metade dos consultados (53,8%) disseram que estão com excesso de peso; há dez anos eram 42,6%. Foram ouvidas mais de 53 mil pessoas com 18 anos ou mais de idade.
“A redação do Enem costuma funcionar como forma de conscientizar as pessoas sobre o tema escolhido. As famílias, país afora, discutem o assunto que caiu na prova. É o que aconteceu com a questão da persistência da violência contra a mulher, por exemplo. Na esfera da saúde do brasileiro, temos dois dados bastante preocupantes: o crescimento da obesidade e também o das ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)”, destaca Dibbern, do Maximize. O tema é também aposta de Braga, do Curso pH.
Emissão de fases do efeito estufa e lixo: problemas ambientais poderão ser tema da redação (M.Baisan/iStock)
Meio ambiente: responsabilidade ambiental – “Após episódios como o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, o corte de recursos do Fundo Amazônia pelo governo da Noruega, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Aquecimento Global, entre outros fatos, os temas ligados à questão ambiental ganharam destaque e podem aparecer na redação. Dentre os recortes possíveis, merecem atenção a poluição urbana em lixo e transporte, o desmatamento e a geração de energia”, aposta Dibbern.
“Se quiserem falar da questão ambiental e fugir do polêmico tema Amazônia, eles vão abordar a questão do lixo e da reciclagem. O país quase não faz coleta seletiva de lixo e recicla pouco. Acho que esse tema viria endereçado a uma questão geral, como a responsabilidade das empresas, ou a necessidade de difusão de uma cultura de coleta seletiva e de reciclagem”, avalia Braga, do pH. Paganim, do Anglo, também avalia os temas de Meio Ambiente como fortes para cair na prova.
Outros temas citados:
Internet: a polarização de posições e opiniões nas redes sociais.
Patrimônios imateriais: como preservar e valorizar elementos culturais das matrizes africanas e indígenas.
Presídios superlotados: como garantir dignidade e oportunidades fora da criminalidade para pessoas privadas de liberdade.
Preconceito linguístico; desafios da mobilidade urbana; a ocupação dos espaços públicos; e respeito aos direitos do público LGBT.
Sérgio de Lima Paganim, do Curso Anglo, tece ainda um comentário e uma dica:
“Há uma ambiguidade em discutir temas possíveis para a redação, pois o tema será o recorte de um grande assunto que envolveu a vida nacional nos anos recentes. Por um lado, uma indicação nossa pode alertar o candidato menos preparado para a necessidade de se informar e de se preparar melhor para a prova. Por outro, quando esse grande assunto vira tema da redação, ele recebe um recorte e ali, no momento da prova, é crucial observar o enfoque e a coletânea preparada pela banca que especificam esse recorte. Por isso, recomendo que, nessa reta final, os candidatos busquem provas anteriores e façam um exercício de leitura de cada recorte apresentado, no Enem e em outros vestibulares”.
 Também colaboraram nesta reportagem: Eclícia Pereira, do Cursinho da Poli, Gabriela Carvalho, do Curso Poliedro, Luciano Ricardo Segura, do Curso Intergraus, e Ivan Paganotti, do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo.